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Diversidade, Equidade e Inclusão

Nilo Aparecida Pinto, 615 - Planalto

Belo Horizonte/ MG - Brasil - 31720-100

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Saúde sexual nas empresas: por que, com quem e como promovê-la

O combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV e Hepatites virais no ambiente de trabalho ainda enfrenta preconceito e discriminação. Precisamos crescer!

 

Conforme dados do Ministério da Saúde, em pesquisa feita em 2013, as justificativas utilizadas para a não realização de ações de prevenção das ISTs e HIV no ambiente de trabalho são dadas em variadas respostas como: "na minha empresa, todas as pessoas são casadas" ou "aqui na empresa só tem um homossexual". Falas como essas alastram os estigmas e os tabus entorno do assunto e demonstram nitidamente a falta de informação (ou de interesse) e a presença de olhares forçados a se fechar para a realidade. Num tempo de hipersocialização digital o desafio se torna ainda maior.

Muitos insistem em se envergonhar ao falar sobre saúde sexual, sobretudo no ambiente de trabalho. Nas experiências que tive com palestras e atividades em empresas de diferentes portes, mercados e segmentos, percebi que as pessoas chegam ao auditório com a ideia de que irei abordar somente assuntos relacionados ao sexo enquanto interação genital, o que indica uma visão distorcida e limitada da saúde sexual.

A saúde sexual vem muito antes da “transa” e vai muito depois dela. Ela tem a ver com o bem-estar físico, emocional, mental e social. É ter a possibilidade de praticar uma vida sexual agradável e segura, livre de coerção, discriminação e violência.  Nesse contexto, a prevenção aparece com forte atuação, pois tem uma ação ampla e permanente. São ações para controle ou amenização de riscos, que são sempre um processo inacabado, um caminho que se escolhe para atingir uma eficácia cada vez maior do combate ao risco.

As ISTs - e não mais DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) - são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Elas afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum grupo está imune, independentemente do sexo, raça, situação econômica ou idade. Todas e todos somos vulneráveis. As ISTs evoluem rapidamente levando a graves e permanentes prejuízos a saúde como doenças cardíacas, neurológicas, esterilidade, cegueira, aborto, dentre variadas sequelas e/ou morte. Ter uma IST aumenta o risco de contrair o vírus da imunodeficiência humana, ou HIV, que até o momento não tem cura, somente tratamento danoso e cheio de efeitos colaterais.

 

Além das implicações fisiológicas resultantes da patologia, para o indivíduo, estar num quadro de infecção normalmente causa desconforto, constrangimento e até certa infelicidade. Na visão do empregador, ter um funcionário adoecido não é humano e tampouco vantajoso.

As consequências da falta de ações estruturadas (projetos, formações e palestras) de promoção e prevenção da saúde sexual do trabalhador interferem diretamente em sua produtividade e no bem-estar da equipe. Em alguns momentos resulta em ausências -absenteísmo - gerando impactos negativos imediatos, em médio ou longo prazo a empresa.

Por outro lado, o zelo com a saúde sexual no ambiente corporativo proporciona autoconhecimento, confiança, segurança emocional e disposição. Para alcançar esses avanços é necessário conhecimento e expertise no assunto, criação de vínculo com o trabalhador de forma que ele se sinta à vontade para sanar suas dúvidas e se tornar um bom cuidador de si mesmo.

A ASTARTE EDUCA tem uma nova visão de cuidado com a saúde sexual no meio empresarial com possibilidade de impacto imediato e resultados perenes. Nosso objetivo é formar indivíduos educados para respeitar o próprio corpo e cuidar com mais responsabilidade de sua saúde sexual. A diversidade (sexual, de gênero e racial) se insere como pilar fundamental dessa estratégia.

Podemos trabalhar com formações, encontros rápidos e periódicos com toda equipe, palestras e projetos. Utilizamos como método a explanação, rodas de conversas e atividades com dinamismo e leveza, dentre outras estratégias de abordagem que contribuem para despertar interesse e conferir entendimento do tema. A saúde sexual é um trabalho contínuo de grande relevância. Como dito, precisamos crescer.

 

A ASTARTE EDUCA está a postos para começar esse trabalho.

Carina Araújo é formada em enfermagem e pós-graduada em enfermagem do trabalho. Atua na formação de profissionais da saúde, educação e sistema prisional sobre sexualidade, prevenção de IST´s e Hepatites Virais. Coordenou a ação Município Posithivo junto ao governo de Minas no interior do estado, além de ter sido coordenadora geral do programa BH de Mãos Dadas Contra a AIDS em Belo Horizonte, dirigindo formações no SUS, Rede Municipal de Ensino e Redução de Danos.