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Diversidade, Equidade e Inclusão

Nilo Aparecida Pinto, 615 - Planalto

Belo Horizonte/ MG - Brasil - 31720-100

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Você certamente já leu nalgum jornal ou ouviu em algum programa sobre a diversidade no mundo corporativo. Rádio CBN, Folha de São Paulo, Portal G1, Época Negócios e O Tempo, são alguns dos noticiários que têm tocado nesse assunto. Corporações como Itaú, Coca Cola, Sodexo, Uber, Natura, O Boticário e Skol (para citar apenas algumas) têm investido na diversidade e promovido práticas internas e externas de inclusão. Por quê?

Sucesso corporativo se escreve com diversidade

Numa resposta rápida: porque assim é melhor. É melhor que o corpo de associados ou colaboradores das empresas seja composto por homens e mulheres em equilíbrio quantitativo e hierárquico. É melhor que pessoas negras também tenham oportunidades justas e significativas e não apenas simbólicas nos cargos de chefia. É melhor que a equipe conte com a comunidade LGBT+ e que os jovens façam parte do time, ainda que a empresa seja consideravelmente “antiga”. Promover a diversidade significa praticar o que a realidade humana indica, afinal, assim é a própria humanidade.

Vejamos um segmento desse prisma: a diversidade de gênero nas empresas. Neste momento, a população brasileira se aproxima dos 210 milhões, sendo quase 52% desse número formado por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, apenas 29% das companhias brasileiras possuem mulheres em cargos de chefia, como mostra a pesquisa International Business Report (IBR) da Grant Thornton: Women in Business, divulgada em março deste ano[1]. A pesquisa teve abrangência em 35 países, incluindo o nosso, e identificou também que, em geral, o grau de escolaridade entre as mulheres é mais avançado que entre os homens. Sendo a demografia do Brasil caracterizada por relativa igualdade de composição dos dois sexos e havendo tantas ou mais mulheres especializadas em suas funções, por que razão isso não se reflete nas políticas de progressão de carreira das corporações? Uma pergunta melhor: o que podemos ganhar ao promover a equidade de gênero e a diversidade nas empresas?

Além de uma sociedade mais justa e sustentável, que é a meta universal, ao investir em diversidade e inclusão ganhamos em produtividade e inovação. Para ter sucesso, as empresas precisam do engajamento e do empenho de todo o conjunto de colaboradores e não apenas de CEOs ou acionistas. Imagine, por exemplo, que você precise pintar um quadro e tenha dois pincéis do mesmo tipo, um pote de tinta branca e uma tela retangular. Nesse caso, suas alternativas ficam bastante reduzidas, pois as possibilidades de criação serão poucas, ainda que você, como artista, tenha muitas ideias.

Numa outra situação, pense que você tenha que vender um produto, mas disponha apenas de vendedores mineiros, todos homens de meia idade. Novamente, o alcance de seus resultados estará encurtado. Se, por outro lado, sua empresa contar com profissionais de origens diferentes, de raça, idade, orientação sexual, gênero e condições físicas variadas, você poderá falar muitas mais “línguas” e alcançar um público expressivamente maior.

Com diversidade, ideias, soluções, métodos e inovações crescem em número e em efetividade. Pessoas com histórias diferentes criam soluções diferentes para cada problema. Ter boa capacidade de solucionar desafios proporciona resistência no mercado e equilíbrio interno. Startups como a brasileira Hotmart e a americana Brud têm a diversidade como valor, pois querem crescer de maneira inteligente. A primeira acaba de ser classificada na lista LinkedIn Top Companies como a décima startup mais desejada para se trabalhar no Brasil. No topo do ranking está a Nubank, que presta serviços financeiros e foi fundada por um colombiano, uma brasileira e um estadunidense (quanta diversidade!). Instituições de ensino superior, prestadoras de serviços em saúde, alimentação, ramos terceirizados e comércio têm seguido a mesma trilha.

A defesa e a inclusão da diversidade têm reposicionado, destacado e impulsionado muitas corporações no mercado. Esse é um dos objetivos da Astarte Educa: auxiliar as empresas a promover a inclusão internamente e a lidar bem com a diversidade do mundo contemporâneo. Vamos pensar juntos como implementar essas políticas e acelerar seu crescimento?

 

[1] Dados disponíveis no site < https://www.grantthornton.com.br/insights/articles-and-publications/wib-2018/ >.

Vitor Fernandes é cofundador e Analista de Diversidade e Inclusão na Astarte Educa, professor de português para estrangeiros e filosofia, além de formador e palestrante sobre Diversidade, Direitos Humanos e Educação sexual.